2. Trabalho por conta própria

tarefa 50 min

Competências

O que é o empreendedorismo na perspetiva da Comissão Europeia? O empreendedorismo é a capacidade de um indivíduo transformar ideias em ação. Inclui criatividade, inovação, tomada de risco, capacidade de planear e gerir projetos de forma a alcançar objetivos.

Características de auto-emploment e soft skills

Não existe um perfil predefinido que indique quem tem ou não as características necessárias para ser empreendedor. No entanto, pode ver-se que uma grande percentagem de empreendedores bem sucedidos combina um conjunto de características e competências, que se destacam:

Formação em auto-emploment e qualificação de competências difíceis

Diagnóstico de Empreendedor

O empreendedorismo é extremamente exigente e implica um risco considerável, pelo que a decisão a tomar deve ser tomada cuidadosamente. Um exercício muito aconselhável é avaliar a capacidade empresarial, analisando com realismo e frontalidade um vasto leque de questões, fundamentais para um empreendedor, que são detalhadas abaixo:

Saiba fazer:

Formação escolar, académica ou profissional do promotor relevante para a ideia apresentada.
Conhecimento na área técnica relevante para a ideia apresentada.

Experiência Profissional: Experiência profissional relevante para a ideia apresentada.

Experiência de Negócio: Experiência empresarial relevante para a implementação da ideia apresentada.

Conhecimento do Sector: Nível de conhecimento do sector e da sua envolvente, nas áreas da ideia apresentada.

Características Pessoais:

Maturidade: O nível de responsabilidade e auto-controlo manifestou-se.

Imagem, Discurso e Comunhbilidade: Adequação da imagem para o contexto da situação de avaliação; postura, formalidade/ informalidade no contacto estabelecido. Tipo de vocabulário utilizado; a estrutura dos conteúdos; fluência; a objetividade dos conteúdos. Grau de clareza na explicação das ideias e do pensamento; acessibilidade do vocabulário utilizado

Potencial Criativo: Capacidade de gerar ideias que possam ser valorizadas.

Atitude Inovadora: Capacidade de utilizar o potencial criativo na implementação de ideias que possam ser valorizadas.

Espírito de Iniciativa: Capacidade de estruturar planos de ação, internos e externos, para implementar ações.

Afirmação Pessoal: Capacidade de transmitir uma imagem pessoal positiva para cativar, interessar e persuadir os interlocutores.

Definição e Clareza dos Objetivos: Capacidade de definir de forma clara e adequada os objetivos pretendidos.

Capacidade de Quantificar Riscos: Capacidade de quantificar de forma clara, consciente e adequada à realidade, de acordo com as características internas e o ambiente, os riscos associados ao desenvolvimento do negócio da ideia apresentada.

Capacidade de Risco: Capacidade de arriscar de forma clara, consciente e apropriada à realidade, de acordo com as características internas e o ambiente.

Autoanálise: Capacidade de determinar os pontos fortes e fracos inerentes aos nossos e à ideia apresentada.

Fatores Motivacionais: Foco no Assunto. Capacidade de concentrar e pensar diretamente para explicar a ideia apresentada.

Sentido de Oportunidade: Capacidade de identificar oportunidades de negócio reais e adequadas.

Disponibilidade/Compromisso/Motivação/Determinação: Nível de disponibilidade e compromisso, interno e externo, expresso para a implementação da ideia apresentada. Nível de motivação e mobilização de recursos, internos e externos, demonstrados para a implementação da ideia apresentada. Nível de determinação, interno e externo, expresso na implementação da ideia apresentada.

Energia Pessoal: Nível de exteriorização e mobilização de energia interna para implementar a ideia apresentada.

Posição Familiar: Nível de apoio e entusiasmo familiar para o projeto.

Fonte:

http://sitiodoempreendedor.nersant.pt/

Como Ser Empreendedor

10 passos para o sucesso do autoemprego

PASSO 1 – TENHA UMA IDEIA FORTE

O primeiro passo a dar é, sem dúvida, ter ideias boas, inovadoras e diferenciadas que possam alcançar uma forte aceitação do mercado.

Para ser empreendedor é necessário ter uma ideia de negócio forte, que responda a uma oportunidade identificada, e ainda não suficientemente explorada, e saiba aproveitar de forma INOVADORA.

As fontes de ideias podem ser divididas em três grupos principais:

ANALISAR OS PROBLEMAS/NECESSIDADES DO AMBIENTE CIRCUNDANTE
IMPORTAR IDEIAS DE NEGÓCIO QUE FORAM BEM SUCEDIDAS EM OUTROS LUGARES
EXPLORE A MUDANÇA E AS TENDÊNCIAS DE NEGÓCIO

É claro que é necessário ter a capacidade de identificar oportunidades. Além de ser sensível, precisa de reunir informações e aumentar o seu conhecimento.

No entanto, uma boa ideia não é sinónimo de sucesso. Para minimizar os riscos de insucesso é necessário deixar a ideia amadurecer e avaliar os seus riscos e potencialidades, nomeadamente através da compreensão das tendências do mercado

PASSO 2 – ESTUDAR TODO O AMBIENTE

O processo de maturação deve incluir um estudo aprofundado de todo o ambiente interno e externo, a começar por uma análise do perfil de empreendedor, uma vez que ser empreendedor requer efetivamente um conjunto de características e competências que nem todos têm, pelo que as lacunas potenciais devem ser minimizadas antes de avançar com o negócio.

É preciso ter o know-how, ser criativo, ser convincente, ser resiliente e autoconfiante para implementar uma ideia e garantir a aceitação do produto/serviço, bem como ser dinâmico e atento às oportunidades de negócio de forma a adaptar os serviços às flutuações do mercado e da economia.

A forma como lidas com o risco é outro fator relevante. Como empreendedor, é essencial que tenha a vontade de correr alguns riscos, mas de forma medida. Arriscar é aceitar desafios.

A liderança é outra característica essencial. Poder estruturar o negócio, organizar o funcionamento da empresa, gerir os recursos humanos e materiais é fundamental para perceber como o valor pode ser acrescentado na empresa.

No ambiente externo, o mercado e as tendências que se espera que influenciem o negócio, bem como a legislação em vigor, devem ser analisados.

É necessário ter um conhecimento profundo tanto do perfil dos potenciais clientes, do tipo de produto/serviço que procuram e da dimensão do mercado, bem como dos fornecedores e da concorrência, dos seus pontos fortes e fracos, dos preços cobrados e das margens habituais.

Todo este estudo é tempo e, por vezes, intensivo em recursos, uma vez que alguns dos dados a obter, podem representar alguns custos. Este estudo deve recorrer à imensa quantidade de informação disponível online, portais com informação estatística, associações empresariais e sectoriais, legislação e portais de entidades oficiais.

PASSO 3 – DEFINIR O MODELO DE NEGÓCIO FOCANDO ESPECIALMENTE NA APRESENTAÇÃO DE UMA PROPOSTA DE BOM VALOR

Definir o Modelo de Negócio é essencial para poder passar de uma ideia para negócio, ou melhor, transformar a ideia num negócio.

É importante perceber que uma ideia por si só não tem valor. É a sua implementação e como vai ocorrer que pode ou não transformar a ideia em algo valioso.

Ao criar um modelo de negócio, as primeiras perguntas a responder são “quem é o cliente” e “o que o cliente valoriza”.

Conhecendo estas respostas, poderá definir uma proposta de valor para os seus clientes, ou seja, para definir como a sua oferta representará algo que o seu cliente valoriza. Então poderá dizer-me como vai conseguir dinheiro neste negócio.

Em seguida, será necessário definir como irá criar, manter e aprofundar a relação com os seus clientes e também quais os canais que utilizará para os alcançar.

Tendo todas estas questões definidas estará em condições de avançar no modelo de negócio para a parte da operacionalização, ou seja, para realizar o negócio a que propõe quais são as atividades-chave, quais são os recursos-chave que terá de deter, quais serão as principais parcerias a implementar e quais são os custos associados a estas atividades.

PASSO 4 – PREPARAR O PLANO DE NEGÓCIOS

Há uma enorme tentação em muitos empreendedores de passar da fase IDEA para a fase de PLANO DE NEGÓCIOs sem passar pelo estudo do ambiente e sem definir o modelo de negócio. Esta tentação é um erro porque um Plano de Negócios é uma ferramenta muito importante que a utilidade depende da qualidade da informação que contém.

Um plano de negócios deve incluir informações detalhadas sobre todos os pontos críticos do negócio, desde a explicação da ideia e o seu potencial até ao perfil dos parceiros e gestores, análise de mercado, descrição e justificação da estratégia, operação e investimentos necessários para o seu funcionamento, projeção e justificação dos resultados das previsões e mapas do tesouro, mencionando também questões relacionadas com o controlo de gestão a serem implementadas e estratégia de saída em caso de insucesso.

Um Plano de Negócios é fundamental na definição de objetivos e estratégias para os alcançar e é uma ferramenta “viva”, porque é preciso ter consciência de que muitas coisas podem mudar ao longo do tempo ou acontecer de forma diferente do que foi planeado, pelo que o Plano de Negócios deve ser regularmente revisto apresentando novas estratégias e soluções inovadoras para os novos desafios que surgem.

PASSO 5 – ESTABELECER PARCERIAS

As empresas devem dedicar-se ao que fazem de melhor, com maior eficiência e produtividade, entregando aos parceiros todas as atividades que podem, mais baratas e eficientes do que a própria empresa.

Entre as atividades-chave para o seu negócio, que definiu no Modelo de Negócio, tem de definir as que irá fazer, com base em recursos internos e aquelas em que utilizará parceiros. Deverá então estabelecer parcerias com parceiros de referência e prevenir, sempre que possível, a forma contratual, de modo a que as parcerias funcionem, nomeadamente tendo em conta questões como a confidencialidade (se tal for relevante), a exclusividade (sempre que isso faça sentido), a garantia de manutenção dos preços, o controlo da qualidade, a partilha de responsabilidades em caso de falhas. A empresa também deve estudar alternativas se for necessário mudar de parceiro.

PASSO 6 – CRIAR UMA BOA EQUIPA

Às vezes, alguns querem comprometer-se sozinhos, mesmo que reconheçam as suas limitações. Por exemplo, quem quer ir sozinho e diz que não gosta de fazer apresentações comerciais. Ou qualquer um que saiba muito sobre um métier em particular, mas não sabe nada sobre gestão. Estes empresários devem ter um bom comercial ou gestor na sua equipa, ou estarão condenados ao fracasso.

A criação de uma equipa de trabalho diversificada, com pessoas que tenham conhecimentos em diferentes áreas complementares às do empreendedor, pode ser decisiva para garantir a gestão das várias áreas da empresa e o seu sucesso.

Ao criar a equipa, é importante estar atento a determinadas questões, nomeadamente a confiança nas relações profissionais estabelecidas, a definição de posições e funções de acordo com as aptidões de cada membro, e o estabelecimento e transmitir à equipa os objetivos a atingir em cada momento.

PASSO 7 – OBTER FINANCIAMENTO ADEQUADO

A questão do financiamento é muitas vezes decisiva quando se inicia um novo negócio. Deve, portanto, ser tratado com especial cuidado.

Não é incomum que o novo empreendedor esteja muito preocupado em garantir recursos para fazer o investimento inicial e estar satisfeito quando atinge estes recursos, esquecendo o financiamento da parte operacional, especialmente o capital de trabalho necessário para levar a empresa a superar os défices de tesourata da atividade, que são naturais nos primeiros meses.

Dois outros erros habituais dos novos empresários em matéria de financiamento são, por um lado, a pressa para obter financiamento, não estudar quais as opções mais adequadas ao seu caso, e, por outro lado, a ideia de que há entidades ou sistemas de incentivos onde está apenas para chegar, para pedir 100% do dinheiro de que precisa sem sequer colocar capital próprio e que já lá está.

A questão do financiamento é crucial, pelo que o empresário deve procurar financiar-se adequadamente, estudando e definindo o perfil de financiamento a adotar, a solução que melhor se adequa ao seu caso, o montante que será necessário, os custos de financiamento e o tempo e forma de reembolso da dívida.

As fontes de financiamento dividem-se em 3 tipos:

Capital (Capital próprio, Business Angels, Fundos de Capital de Risco, Crowdfunding)
Incentivos (subvenções, fundos e programas da União Europeia)
Dívida (Banco, …)

A solução para cada caso pode vir de apenas uma fonte ou ser uma combinação das várias fontes.

PASSO 8 – COMUNICAR EFICAZMENTE

A comunicação é uma das questões mais importantes a resolver quando se inicia um novo negócio.

É evidente que ninguém compra o que não sabe e o que não revela não existe. Mesmo em casos como lojas de rua, o tempo em que era possível abrir um espaço comercial e ficar atrás do balcão à espera que os clientes chegassem e comprassem já passou.

Hoje em dia, a concorrência não é apenas feroz, mas também global, todas as questões relacionadas com a comunicação e promoção são fundamentais, pelo que ter uma estratégia de comunicação e recursos para a pôr em prática são questões que qualquer empreendedor deve ter como prioridade.

É claro que fazer campanhas publicitárias muito abrangentes e utilizar meios de penetração no mercado é algo que custa muito dinheiro e só está ao alcance das grandes empresas. No entanto, existe um vasto leque de instrumentos e meios de comunicação, alguns deles de baixo custo, que podem e devem ser postos em prática, não só na abertura da atividade, mas durante o seu desenvolvimento. A comunicação não é algo que possa ser esgotado no mês de abertura, pelo que deve haver sempre um conjunto de ações definidas e um orçamento alocado para ir à publicidade.

Muitos novos empreendedores têm a ilusão de que basta ter uma página online ou uma rede social ou que basta abrir a porta e esperar que o negócio flua. Esta ilusão dificilmente será confirmada pelo que comunicar eficazmente é uma das actividades-chave que um empreendedor não pode negligenciar.

PASSO 9 – DEFINIR OBJETIVOS E FAZER O CONTROLO DE GESTÃO

Um novo empreendedor deve conhecer de cor os objetivos que deve atingir para alcançar a sustentabilidade do seu negócio e deve controlar a atividade regularmente para saber se está ou não a cumprir os objetivos definidos.

Para realizar a gestão, o empresário deve definir o que os anglo-saxões chamam de Indicadores-Chave de Desempenho (KPI’s) ou os indicadores de desempenho mais importantes que devem ser controlados. Estamos a falar de vendas, margem bruta, custos e outros que, caso a caso, cada empresário deve definir, por exemplo, o número de visitas comerciais a fazer, a percentagem de orçamentos aprovados, o número de visitantes à loja online, etc.

As KPI’s são medidas quantificáveis para perceber se os objetivos estão a ser atingidos. A sua definição e controlo são muito importantes porque é através deles que se compreende a necessidade de tomar novas atitudes para alcançar os resultados esperados.

O controlo sistemático da gestão permite medir e agir no seu negócio, evitando desvios e permitindo que sejam tomadas medidas preventivas antes que ocorram males graves.

PASSO 10 – REPENSAR REGULARMENTE E REAJUSTAR A ESTRATÉGIA

Os passos 1 a 8 deste trazem aconselhamento especialmente para a fase de preparação e o início da execução dos projetos. No entanto, a grande aventura começa com o início da atividade e uma coisa é certa: por muito boa que seja a preparação (e o mesmo é fundamental) haverá sempre algo que não corre de acordo com o plano. Por conseguinte, é tão importante ter os objetivos claramente definidos e realizar o controlo de gestão referido no número anterior. E quando o negócio não está a correr como planeado (ou porque está abaixo das expectativas, ou porque está a crescer demasiado depressa, ou porque houve mudanças no mercado, ou por alguma outra razão e podem ser numerosas), é necessário repensar e reajustar a estratégia definindo novas ações ou terão novos objetivos que têm de ser controlados novamente. Este é um ciclo contínuo fundamental porque a capacidade de decidir e mudar estratégias a tempo é essencial para o sucesso de um projeto de negócio.

Fonte:

http://sitiodoempreendedor.nersant.pt/

DESAFIOS ENFRENTADOS POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AO INICIAR UM NEGÓCIO

Além de enfrentar os desafios gerais para a startup empresarial que todos os empreendedores enfrentam, os empreendedores com deficiência são suscetíveis de enfrentar barreiras específicas à entrada e sustentação de atividades de empreendedorismo.

Algumas destas barreiras são, sem dúvida, restrições sociais-estruturais muito profundas que impõem limites severos às hipóteses de vida de certos grupos de pessoas com deficiência. Estas barreiras incluem:

  • Falta de confiança e aspirações limitadas – as pessoas com deficiência podem ter dificuldade em identificar uma oportunidade de negócio, desenvolver esta ideia de negócio e envolver-se com a infraestrutura de apoio disponível de forma significativa, o que contribui para baixos níveis de confiança relacionados com o arranque de negócios (Enabled4Enterprise, 2008; EMDA, 2009). Isto é ainda agravado pelo papel desapoiado da família e amigos que muitas vezes desencorajam o arranque. Este desafio é especialmente relevante para aqueles com desafios de saúde mental.
  • The benefits trap – inquéritos indicam que há muitas vezes o medo de perder a segurança dos rendimentos de benefícios regulares quando outros rendimentos são gerados (Boylan e Burchardt, 2002; Doyel, 2002; EMDA, 2009). A consciência da elegibilidade para os benefícios é incompleta entre a população de pessoas com deficiência e contribui para a perceção do autoemprego como “arriscada”.
  • Falta de conhecimentos e competências empresariais relevantes – as pessoas com deficiência carecem frequentemente de gestão de negócios especializados, competências legais e financeiras e conhecimentos devido à limitada experiência de educação e emprego relevante (Enabled4Enterprise, 2008).
  • Acesso ao capital de arranque – as pessoas com deficiência sofrem muitas vezes dificuldades em financiar novas start-ups devido a recursos financeiros pessoais limitados (poupança, propriedade domiciliária), que, por sua vez, se devem, em parte, à má educação e à concentração de trabalhadores com deficiência em profissões mal remuneradas; má notação de crédito após recebimento de benefícios a longo prazo; desinteresse/ discriminação por parte dos bancos; falta de informação acessível sobre fontes de subvenções e empréstimos (Boylan e Burchardt, 2002; EMDA, 2009).
  • Discriminação dos consumidores – o autoemprego pode ser dissuadido pela discriminação dos clientes, reduzindo a procura de bens e serviços produzidos, bem como as recompensas para o autoemprego (Boylan e Burchardt, 2002; Jones e Latreille, 2011).
  • Aumento dos custos da mão de obra – alguns empresários com deficiência precisam de contratar assistentes para os ajudar a realizar tarefas que muitas pessoas sem deficiência podem fazer por si próprias (por exemplo, movimentar mercadorias, inserir dados em software informático), o que aumenta os seus custos de mão de obra e coloca-os em desvantagem competitiva (Roni, 2009).
  • Falta de serviços adequados de apoio às empresas – esta barreira tem uma série de dimensões devido à natureza individual que as deficiências têm (Boylan e Burchardt, 2002; Doyel, 2002; Pavey, 2006; Habilitado4Enterprise, 2008; EMDA, 2009).

Em primeiro lugar, os consultores empresariais estão muitas vezes relutantes em recomendar o autoemprego como opção de carreira para as pessoas com deficiência e, por vezes, tentam dissuadi-los ativamente. Tais opiniões podem ser uma consequência dos entendimentos inadequados ou estereotipados dos consultores sobre as restrições de atividade decorrentes de condições específicas e/ou perceções erradas das capacidades dos beneficiários de apoio, bem como uma consideração genuína dos riscos que as pessoas com deficiência enfrentam no início e na gestão das empresas.

Em segundo lugar, e fundamentalmente, a formação nem sempre é adaptada às necessidades individuais e, por conseguinte, de valor limitado para determinados destinatários do programa. Para alguns, o apoio poderá ter de ser prestado durante um longo período de tempo para os destinatários com condições recorrentes ou tensões particulares. Existe uma perceção entre alguns beneficiários de apoio de que os financiadores enfrentam pressões para avançar rapidamente para o próximo caso, em vez de fornecer apoio a longo prazo aos assistidos (uma “cultura de tick-box”).

Em terceiro lugar, os serviços de apoio podem não estar disponíveis em formatos específicos (por exemplo, Braille), o que torna o serviço de apoio inacessível para certos segmentos da população de pessoas com deficiência. Isto provavelmente também terá impacto no nível de sensibilização dos suportes disponíveis.

Em quarto lugar, as instalações onde o apoio é prestado não podem ser acessíveis a pessoas com condições e deficiências que impactem a sua mobilidade. Além disso, esta barreira pode ser aumentada através de desafios relacionados com os transportes de e para os centros de apoio para aqueles com desafios de mobilidade.

Em quinto lugar, os programas de apoio podem utilizar uma linguagem que seja desaconsetada para as pessoas com deficiência. Por exemplo, os empresários que sofrem de deficiência têm muitas vezes aspirações de crescimento mais baixas e podem não se identificar com termos como “empreendedor” porque não se vêem a explorar uma oportunidade ou a ser inovadores.

Em sexto lugar, a diversidade de deficiências e de invalidez significa que alguns empresários com deficiência podem não se ver como “deficientes” e preferem ser apoiados nos serviços convencionais, em vez de serviços específicos para a deficiência.

Fonte: Entrepreneurship for people with disabilities, https://op.europa.eu/en/publication-detail/-/publication/3f39231b-1aa1-43fb-b74e-fccb2d1b9c5e/language-en

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